SEMANA DE ENFERMAGEM: VIDAS SALVAS E O LEGADO DE ANNA NERY NA HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO

Este é o tema cuja Comissão Temática Permanente de Enfermagem em Saúde Mental do Coren-Acre, escolheu para homenagear a Enfermagem Acreana, que ocorrerá entre os dias 12 e 20 de maio de 2020.

A comemoração anual da Semana de enfermagem, acontecerá no período de 12 a 20 de maio, em homenagem às duas grandes heroínas, celebrado no dia 12 de maio “Dia Mundial do enfermeiro”, onde comemora-se o nascimento de Florence Nightingale e no dia 20 de maio o falecimento de Anna Nery.

De acordo com Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (CEPE), Lei 7. 498/86, do Conselho Federal de Enfermagem-COFEN, a enfermagem compreende um componente próprio de conhecimentos científicos e técnicos, construído e reproduzido por um conjunto de práticas sociais, éticas e políticas que se processa pelo ensino, pesquisa e assistência. Realiza-se na prestação de serviços à pessoa, família e coletividade no seu contexto e circunstâncias de vida.

Dessa forma, baseada em evidências, a enfermagem torna-se perceptível na sociedade, na proporção que passa por transformações, de natureza prática de suas funções fundamentadas nos princípios desenvolvidos pela ciência, físicas, biológicas e sociais. Além disso, acompanha essas transformações através da produção científica no envolvimento em pesquisas, procurando agregar conhecimentos técnicos e científicos, atingindo a finalidade dos cuidados de promoção e recuperação das pessoas.

Sob esse prisma, evidencia-se a conquista da autonomia profissional, na extensão de seu papel, tornando-se relevante a partir da constatação de responsabilidades inerentes às suas ações, determinando a importância da enfermagem no contexto social.

Este olhar direcionado para a assistência de enfermagem em períodos diferentes, voltado para o cuidado humanizado surge frente as situações de grandes dificuldades na saúde pública brasileira.

 Desse modo, desde o surgimento da enfermagem no Brasil,  que foi a partir da implantação da primeira escola de enfermagem ‘intitulada Escola Anna Nery, em 1923, justa homenagem a Ana Justina Ferreira Néri, nascida em Vila da Cachoeira do Paraguaçu, na Bahia em 13 de dezembro de 1814, é considerada a pioneira da enfermagem no Brasil, integrando seu nome no livro dos herois e heroínas da Pátria, chamada de “mãe dos brasileiros” na guerra do Paraguai, quando em 1865, rompendo preconceitos da  sua época em que a sociedade priorizava o trabalho da mulher às atividades do lar, escreveu uma carta ao presidente da província, Solano Lopes, colocando-se à disposição para atuar na guerra do Paraguai no  período de 1864 a 1870, momento em que enfrentou o caos na saúde pública, transformando a realidade sanitária local, apropriando-se de conhecimentos cuja ciência na sua época lhe dispensava acompanhado de práticas empíricas de higiene, profilaxia e fitoterapia, nos cuidados destinados aos soldados na guerra.

 No momento que cientificamente adquirimos novos conhecimentos sobre a ciência de se trabalhar na   enfermagem, aumentamos as chances de recuperar e salvar vidas. Por outro lado, alinhando esses ingredientes, às práticas de atuação nos processos de trabalho da época, Anna Nery, protagonizou atributos no registro de seu legado, “perseverança no cuidar do próximo e a humanização do cuidado”.

Sob esse entendimento, é importante ressaltar o reconhecimento político e social da atuação da referida enfermeira, quando em 10 de agosto de 1938, o Presidente Getúlio Dornelles Vargas assinou o decreto Nº 2.958, instituindo o Dia do Enfermeiro. Em 12 de maio de 1960, o Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira, assinou o decreto nº 48.202/60, instituindo a “Semana da Enfermagem” a ser celebrada anualmente, de 12 a 20 de maio.

Porém, em 1958, a Assembleia Geral da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), recomendou a criação, por ato oficial a “Semana da Enfermagem” consolidando a ideia de que o caminho da unidade fortalece interesses da Enfermagem.  

Contudo, através da Lei nº 7.498 de 15 de junho 1986, do Conselho Federal de Enfermagem-COFEN, momento histórico para a enfermagem brasileira, tornou-se livre em todo território Nacional e reconhecida como categoria oficial.

Nesse sentido, a enfermagem compreende um componente próprio de conhecimentos científicos e técnicos, construído e reproduzido por um conjunto de práticas sociais, éticas e políticas que se processa pelo ensino, pesquisa e assistência. Realiza-se na prestação de serviços à pessoa, família e coletividade, tanto no seu contexto quanto nas circunstâncias de vida.

A contribuição  que Anna Nery nos deixou, hoje se traduz através de uma das definições do que é o sentido do trabalho da  enfermagem, como a “arte de assistir o ser humano em suas necessidades básicas”, aplicando o raciocínio clínico e científico para impulsionar as práticas da enfermagem, acompanhando os avanços de novas tecnologias capacitando os profissionais da enfermagem a realizarem  procedimentos técnicos pertinentes nas diversas áreas de especialização, como por exemplo, a saúde mental, contribuindo para aprimorar a assistência humanizada às pessoas acometidas de transtornos mentais, respeitando suas necessidades.

Diante deste contexto, por sua brilhante história de luta voltada para salvar vidas humanas através da assistência humanitária, motivou o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), a instituir o “Prêmio Anna Nery” a maior comenda da Enfermagem no Brasil, disposto na Resolução COFEN N.º 482/2015.

 A partir deste momento, o Prêmio Anna Nery é honraria concedida pelo Conselho Federal de Enfermagem-COFEN, e será concedido ao profissional da enfermagem que tenha se distinguido pelo exercício profissional exemplar e/ou contribuído para o desenvolvimento da Enfermagem na esfera nacional ou de sua região, no âmbito da assistência, da administração, do ensino, da pesquisa ou da organização civil da categoria profissional, como forma de expressar o reconhecimento da profissão pelos bons serviços prestados.

As transformações ocorridas nas práticas do cuidado em enfermagem, é um processo contínuo na formação dos profissionais, sendo estes, amparados nas Resoluções do COFEN-COREN, o que permite a interação e a interdependência às mudanças necessárias e adequadas, visando a integralidade do cuidado, tema esse, complexo e desafiador, pois sugere inovações constantes e apropriações de conhecimentos técnicos e científicos no manejo e a aplicabilidade na assistência de enfermagem.

Nesse sentido, inicia-se a necessidade permanente da ampliação dos conhecimentos científicos na execução de cuidados mais humanizados, implementando os Processos de Enfermagem que em seu conjunto ressalta características peculiares especificas no planejamento do cuidado à pessoa, nas mais diferentes modalidades da assistência em enfermagem.

Diante dos fatos, vários estudos e pesquisas relacionados ao tema foram alcançados com o objetivo de implantar o Processo de Enfermagem, possibilitando estabelecer significados nas modalidades especificas de assistência à pessoa nas mais diferentes fases da vida. Nesse interim, foram inseridas construções teóricas elaboradas por profissionais enfermeiros e docentes, carregando saberes e experiência acerca dos conhecimentos científicos de suma importância para a assistência de enfermagem.

Conforme a teoria de Wanda de Aguiar Horta (1.968), “Enfermagem é a arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas, de torna-lo independente desta assistência através da educação; de recuperar, manter e promover sua saúde, cotando para isso com a colaboração de outros grupos profissionais”. Esse conceito nos inspirou seguir o Processo de Enfermagem percebendo o ser humano” como um todo, não mera soma das partes constituintes”.

Cabe ressaltar que, embasados em conhecimentos científicos, bem como a importância dos saberes, exige-se do enfermeiro como líder da equipe, a organizar e direcionar a assistência, estabelecendo ações sistematizadas e inter-relacionadas, caracterizando-se pelo inter-relacionamento, praticando a liderança como uma estratégia na qualidade da assistência de enfermagem.

Com o intuito de divulgar novas construções teóricas e práticas em enfermagem, as escolas de enfermagem no Brasil juntamente com docentes e discentes, foi possível implantar a SAE-Sistematização da Assistência de Enfermagem, demonstrando uma complexidade inerente à práxis educativa em enfermagem, possibilitando maior aprendizagem e discussão em diferentes situações de sofrimento que a pessoa passa, buscando superar as dificuldades e percepções sobre a enfermagem que vigorou por alguns anos.  

A implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem -SAE e aplicação do Processo de Enfermagem, são fatores determinantes para minimizar riscos, organizar ações, acrescentando segurança no trabalho, melhorando com isso a qualidade da assistência. Estes aspectos constituem ferramentas importantes, objetivando fortalecer a integralidade da assistência em enfermagem.

Ainda assim, reforçou-se a importância da Sistematização da Assistência de Enfermagem, a fim de que todos os profissionais enfermeiros seguissem uma metodologia desenvolvida a partir da prática do enfermeiro para sustentar a gestão e o cuidado no Processo de Enfermagem. O método segue regras, que organizado em cinco etapas, ajudam a fortalecer o julgamento e a tomada de decisão clínica assistencial do profissional enfermeiro.

As transformações sociais, tecnológicas e científicas permitiram que a assistência de enfermagem volte-se para a solução de problemas do indivíduo, tendo o Processo de Enfermagem como método seguro. Essa forma objetiva-se manter o mais satisfatório bem-estar da pessoa necessitando de cuidados.

 É imprescindível que o enfermeiro se aproprie dos instrumentos gerenciais para transformar o processo de cuidar, ao considerar que gerenciar a assistência é, entre outras coisas, organizar o cuidado, estão construindo uma relação entre a SAE e a própria gerência do cuidado (TORRES et al., (2011).

A partir do advento da pandemia, os profissionais de enfermagem convivem no enfrentamento da COVID 19. Situação que leva os profissionais de enfermagem conviverem a incerteza, enfrentando uma difícil batalha contra o coronavírus bem como a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), tão necessários à proteção de cuidados seguros, o que acaba sendo uma dificuldade diária.

             Por isso, convivendo com a pandemia, os profissionais de enfermagem são guerreiros, desafiando todos os obstáculos. A mudança nas rotinas diárias para cuidar de vidas enfrentando a pandemia do novo coronavírus, não podem mais conviver com familiares, isolam-se o tempo todo e passam mais tempo no hospital que com seus familiares, sofrendo solidão. Por outro lado, são os que estão na linha de frente, desafiando as pressões psicológicas que costumam levar tanto quanto ao surgimento de estresse e o sofrimento psíquico.

 Diante do atual cenário epidemiológico do país, os enfermeiros estão na linha de frente no combate ao novo vírus, destacam-se nos serviços ora executados. Percebe-se que a enfermagem é fundamental nesse momento, pois são profissionais que vão de encontro aos pacientes infectados, tornando-se necessários, os primeiros cuidados na tomada de decisões tão necessárias na identificação e na prevenção da vida da população.

É oportuno ressaltar que a história da enfermagem no Brasil iniciou-se através da dedicação e dos cuidados de Anna Nery, que atuou numa guerra entre países no século XIX, cujos inimigos eram visíveis (seres humanos) soldados, sendo seu trabalho reconhecido por autoridades da época, recebendo homenagens e honrarias que se perpetuou por toda a trajetória da enfermagem brasileira.

Enfim, hoje, no século XXI, acompanhamos a enfermagem atuando salvando vidas humanas sendo expostos as situações que os tornam vulneráveis, a adoecerem físico e mentalmente, além do perigo de ir a óbito. Portanto, percebe-se a empatia da população em agraciar os trabalhadores da enfermagem com ofertas de carinho, notoriedade e reconhecimentos por toda a sociedade pela dedicação, competência, abnegação, altruísmo e sabedoria com o qual desenvolve seu trabalho, dignos também, de receberem homenagens e honrarias.

Frente ao exposto, a Comissão Temática Permanente de Enfermagem em Saúde Metal do Conselho Regional de Enfermagem do Acre, envolvida com a conjuntura atual e a experiência vivenciada pela enfermagem brasileira, congratula todos os profissionais enfermeiros e técnicos de enfermagem pelo dia 12 de maio, data que se comemora o dia mundial do enfermeiro.

Maria de Lourdes da Rocha Rosa -Enfermeira Mestre em Educação Especial-UFScar. Professora Adjunto IV da Universidade Federal do Acre-UFAC. Especialista em Enfermagem Psiquiátrica-USP. R. Preto. Membro da Comissão Temática Permanente de Enfermagem de Saúde Mental do Coren-AC.

Tereza Jesus Canizo de Souza – Enfermeira. Especialista em Saúde Mental. Coordenadora da Comissão Temática Permanente de Saúde Mental do Conselho Regional de Enfermagem do COREN-AC.

 Camila Mendonça Daniel – Enfermeira. Especialista em Psiquiatria e Saúde Mental. Chefe do Serviços de Leitos de Saúde Mental do Pronto Socorro de Rio Branco-Acre. Membro da Comissão Temática Permanente de Saúde Mental do Conselho Regional de Enfermagem do COREN-AC

COREN ACRE FAZ DOAÇÃO DA SEGUNDA REMESSA DE MÁSCARAS AOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM.

Após a chegada do segundo lote de máscaras Modelo PFF 2 da marca 3M, compradas e doadas aos regionais pelo Conselho Federal de Enfermagem para ajudar os profissionais que estão na linha de frente ao combate da Covid-19.
No dia de hoje 05/05/2020, o presidente do Coren/Ac Dr Màrcio Raleigue Lima Verde juntamente com os conselheiros do Regional Dr João Batista de Lima, Dr Lourenço Vasconcelos e a Sra Antonia Suely de Almeida , realizaram a doação das máscaras as seguintes instituições:
– Maternidade Bárbara Heliodora;
-Hospital da Criança;
-Upa Cidade do Povo;
-Upa Franco Silva;
-Policlínica do Tucumã.

Amanhã dia 06/05/2020 a equipe realizará o deslocamento aos municípios de Senador Guiomard, Capixaba e Xapuri e seguiremos na entrega aos demais municípios, pedimos cautela e paciência, pois precisamos tomar os devidos cuidados durante o deslocamento entre os municípios.

Esta Autarquia reafirma a confiança na competência e habilidade dos profissionais de enfermagem no enfrentamento desta pandemia e se coloca à disposição para contribuir diante deste momento crítico, certo que juntos venceremos a pandemia causada pelo Corona vírus/COVID-19.

COREN ACRE FAZ DOAÇÃO DE MÁSCARA AOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM.

Após recebermos a primeira remessa de máscaras PFF2 modelo 3M do Conselho Federal de Enfermagem, o presidente do conselho Dr. Márcio Raleigue Lima Verde, juntamente com o presidente da Comissão de Gestão de Riscos o Conselheiro Federal Dr. Adailton Cruz e os conselheiros do Regional Dr. João Batista e Lourenço Vasconcelos começaram nesta manhã do dia 23/04 a fazer a entrega do produto aos profissionais de enfermagem.

Em resposta aos relatos de profissionais sobre o estado crítico das condições de trabalho e falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), começaremos a realizar a entrega nas unidade de referência. Na linha de frente do atendimento, enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem estão expostos ao risco de contaminação pelo coronavírus (COVID-19). A Enfermagem tem papel fundamental no combate à pandemia, não apenas em razão de sua capacidade técnica, mas também por se tratar da maior categoria profissional de Saúde, e a única que está 24h ao lado do paciente.

As primeiras unidades a receberem foram o Hospital Geral das Clinicas, conhecido popularmente como o Pronto Socorro, Upa Via Verde e Fundhacre, “como essa é a primeira remessa de máscaras estamos dando prioridade as instituições que já possuem casos de profissionais contaminados pela COVID-19. A medida que for chegando as remessas estaremos encaminhando as outras instituições “, disse o presidente do Conselho.

“Pedimos cautela, paciência e compreensão dos profissionais de enfermagem, iremos percorrer primeiramente as unidades de referencia e posteriormente as demais é hora de firmamos força e união. Temos que ser uma profissão unida.”

” A semana será intensa e de trabalho sério e transparente aos profissionais de enfermagem, tentaremos alcançar o máximo possível de profissionais, pois o adoecimento destes profissionais que estão na linha de frente poderá colocar em risco a população, tanto pelo risco de propagar a doença quanto pelo aumento da sobrecarga dos serviços, com a quarentena.” afirmou o presidente da comissão de risco,Dr. Adailton Cruz

Quem deve usar a máscara N95 ou equivalente?

Profissionais de saúde que realizam procedimentos geradores de aerossóis como por exemplo: intubação ou aspiração traqueal, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, coletas de amostras nasotraqueais.

Presidente Marcio Raleigue, juntamente com o Gerente de Enfermagem da UPA Via Verde Dr. Ualisson Pontes.
Presidente da Comissão de Riscos e Conselheiro Federal Dr. Adailton Cruz fazendo a doação a Gerente de Enfermagem Dra. Alesta Costa da FUNDHACRE
Doações no Pronto Socorro de Rio Branco- Hospital Geral das Clinicas

A ENFERMAGEM CONVIVENDO COM A PANDEMIA DO COVID- 19

A enfermagem é universal e sua importância para a humanidade é sem dúvida, primordial. Por sua grandeza, nesse momento de crise do covid-19, o mundo todo se convence da celeridade incondicional da ciência, por outro lado, percebe-se a competência necessária da enfermagem frente à pandemia.
O profissional de enfermagem exerce suas atividades com competência para a promoção do ser humano na sua integralidade, de acordo com os princípios da ética e da bioética, amparados na Lei nº 5.905, de 12 de julho de 1973, do Conselho Federal de Enfermagem do COFEN, Art. 1º – Exercer a enfermagem com liberdade, autonomia e ser tratado segundo os pressupostos e princípios legais, éticos e dos direitos humanos.
Os enfermeiros pautados nos referidos princípios e com foco no cuidado, vem
proporcionando assistência aos pacientes infectados com o coronavírus, além de
dispensar informações inerentes ao tema. O cuidado e a competência do profissional
enfermeiro nas diversas áreas, torna-se uma ferramenta valorativa de trabalho
importantíssimo para que o profissional possa intervir terapeuticamente.
Os conhecimentos pertinentes à profissão, capacitação técnica científica e pós
graduação, permitindo excelência na execução de suas ações, promovendo segurança as pessoas assistidas, respeitando e apoiando as iniciativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Ministério da Saúde (MS), as opiniões científicas e pesquisas, respeitando o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem – COFEN.
Nesse momento mundialmente difícil, cuja pandemia o mundo está passando,
presenciamos equipes de enfermagem adoecendo e sobrecarregados de atividades em relação a carga horária de trabalho, experimentando sentimentos de ansiedade, tensão e dúvidas em relação à sua segurança profissional.
Os profissionais de enfermagem no mundo todo, diante dessa pandemia, estão
labutando e batalhando para oferecer às pessoas acometidas pela doença, segurança técnica, garantindo assistência, resolutividade e atuando integralmente com o objetivo de atender os pacientes, dispensando cuidados aos doentes, inserindo naturalmente abordagem biopsicossocial e holístico, com o propósito de conduzir a organização da assistência de enfermagem realizada pelos trabalhadores da área.
Para garantir a saúde mental dos trabalhadores que estão na linha de frente do
combate à pandemia e salvaguardar a qualidade da assistência, a missão mais
desafiadora dos últimos tempos, a intervenção a atenção à saúde mental torna-se um potente instrumento para auxiliar a gerenciar sentimentos de ansiedade, desespero, pânico e medo, na execução de suas ações.
No desenvolvimento de suas atividades, no cotidiano da pandemia, os
profissionais vivenciam diferentes cenários, quando os esforços positivos tendem a
mudar ao perceber o grande número de pacientes sob sua atenção solicitando a presença de familiares, este se esforça para ter uma resposta favorável, mas em períodos de isolamento social, isso os deixa entristecidos por esta solicitação não ser permitida e perceber que seus colegas estão adoecendo e ocupando os leitos que antes eram ocupados por pacientes que eles próprios cuidavam.
Ressaltamos a importância e valor terapêutico de um relacionamento positivo
entre enfermeiros, colegas de profissão e pacientes fragilizados pela doença,
compartilhando as esperanças, o amor, a vida, a solidão e o sofrimento, sentimentos esses muitas vezes invisíveis aos olhos de outros.
E agora? Quem cuida de quem cuida? Quem terá esse olhar diferenciado aos
profissionais da enfermagem? que privam-se estar no seio familiar, disfarçando suas inquietudes, bem como o cansaço físico e mental, sendo necessário a usar EPIs Equipamentos de Proteção Individual, como se fossem uma viagem à lua, que dificulta a respiração, ingestão de líquidos e alimentos nos intervalos permitidos, correndo o risco de desidratação devido à dificuldade de executar atividades ao uso de tais equipamentos,exaustos por dobrar horas de trabalho, procurando adaptar-se com as carências do sistema, encontrando um jeito de suprir as necessidades básicas dos pacientes, convivendo com óbitos e sem condições de prover as necessidades religiosas, de afeto, carinho e amor dos familiares.
Diante de tal situação, torna-se eficaz o enfrentamento dos fatores estressores
que a enfermagem passa na atualidade. Expressar seus sentimentos em momentos de dificuldades possibilita alivio das tensões. Sendo assim, temos que levar em consideração a comunicação terapêutica que é um importante método eficaz em situação de estresse no trabalho, o qual, torna-se um elemento de ajuda eficiente no compartilhamento de suas expectativas, anseios, sofrimentos e por outro lado, constitui o desenvolvimento de bem estar e conforto emocional.
Por fim, nesses momentos difíceis que a enfermagem mundial atravessa, parabenizamos as equipes de enfermagem do Estado do Acre, que meio à pandemia vem se dedicando e se destacando sem medir esforços na luta contra a propagação rápida e simultânea do covid-19 e na recuperação dos pacientes.

Como cita o último parágrafo do poema “Tornar-se”, escrito por Wanda de Aguiar Horta:
Um ser – Enfermeiro,
É dar de si mesmo
E com isto crescer;
É assumir um compromisso
E com ele amadurecer.


Enfermeiros membros da Comissão Técnica Permanente de Saúde Mental do Conselho Regional de Enfermagem do COREN- Acre.


Maria de Lourdes da Rocha Rosa
Tereza Jesus Canizo de Souza
Camila Daniel Mendon

Recomendações quanto atuação da equipe de enfermagem diante da pandemia do COVID-19.

AO
ENFERMEIRO (A) RESPONSÁVEL TÉCNICO (A),

Sr.(a). Dr. Enfermeiro (a) Responsável Técnico(a),


Considerando a Lei nº 5.905/1973 que dispões sobre a criação do Conselho Federal e Regionais de Enfermagem.


Considerando a Lei 7.498/1986 que dispões sobre a regulamentação do Exercício da Enfermagem e o Decreto nº 94.406/1987.


Considerando a Constituição Federal, no que tange ao direito do trabalhador ter acesso às normas de Saúde, higiene e segurança.


Considerando a Lei 13.979/2020 que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus responsável pelo surto de 2019.


Considerando a Resolução 564/2017 que estabelece o novo Código de ética dos Profissionais de Enfermagem.


Considerando a Resolução 543/2017 que estabelece os parâmetros mínimos para dimensionar o quantitativo de profissionais das diferentes categorias de enfermagem para os serviços/locais em que são realizadas atividades de enfermagem.


Considerando a Classificação Mundial do Novo COVID-19 como pandeia, em
complemento às instruções normativas da OMS e do Ministério da Saúde, recomendamos algumas diretrizes norteadores de prevenção, proteção ao s profissionais de enfermagem e redução da disseminação no estado do Acre.


Considerando a Portaria Cofen nº 251/2020 Cria e constitui Comitê Gestor de Crise – CGC, no âmbito do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem com o objetivo de gerenciar questões inerentes às crises relacionadas à Pandemia de COVID19, visando baixar recomendações e estratégias de atuação emergenciais, considerando as previsões do Ministério da Saúde e das Autoridades Sanitárias, e dá outras providências.
Considerando a Nota Técnica nº 04/2020 ANVISA, Orientações para Serviços de Saúde:Medidas de Prevenção e Controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (sars-cOV-2)


Considerando a Portaria Coren Acre nº 056/2020 que Cria e constitui a Comissão de Gestão de Risco do Conselho Regional do Acre- COREN/ACRE
Desse modo, seguem abaixo recomendações que devem ser seguidas pelos 30 (trinta) dias:

  1. É dever institucional manter todos os profissionais cientificados sobre os casos confirmados na instituição como medida estratégica para redução da disseminação, assim como a elaboração de plano de contingência para o atendimento e separação da sala de espera, quando possível.
  2. Como recomendação de higienização institucional, sugere-se a elaboração de um plano de ação para higienização/desinfecção dos ambientes, superfícies, elevadores, maçanetas, maca de transporte, cadeira de rodas, mobiliários e equipamentos
    médico-assistenciais.
  3. Orientar quanto às ações de precaução como não compartilhar objetos pessoais; evitar aglomerações (eventos, aulas) e reuniões presenciais. Deve-se disponibilizar dispensadores de álcool em gel, prover papel toalha, pia, água e sabão liquido para a
    lavagem adequada das mãos.
  4. Atentar para o descarte adequado de todos os resíduos provenientes da assistência aos pacientes de casos suspeitos e/ou confirmados, tendo em vista que são enquadrados na categoria A1, conforme a RDC nº 222/2018.
  5. As instituições devem prover de serviço de educação continuada atuante, com capilarização de 100% da equipe sobre as temáticas: coleta de amostra segura, sinais e sintomas da infecção, práticas corretas de controle de infecção e uso de equipamentos de proteção, paramentação, higienização das mãos, procedimentos
    padronizados, fluxograma de atendimento aos casos suspeitos, registro da assistência de enfermagem prestada, procedimentos de triagem, alocação e isolamento dos casos suspeitos, politicas de licenças médicas e ações recomendadas para exposições não protegidas, comunicação/ notificação dos casos de COVID-19 limpeza do ambiente, orientações aos visitantes.
  1. Elaborar levantamento dos profissionais que se apresentam na população de risco (com idade igual ou superior a 60 anos, gestantes, imunodeprimidos, cardiopatas e portadores de doenças crônicas e respiratórias) para que sejam avaliados
    individualmente sobre o afastamento do cuidado direto e contingenciamento em atendimento aos artigos 2º, 3º, 13 e 22 da Resolução Cofen 564/2017.
  2. Proceder avaliação diária das necessidades da equipe e, se reportar, sempre que necessário ao Conselho Regional de Enfermagem do Acre por meio telefônico (68) 3224-6697, e-mail: coren-ac@hotmail.com e ouvidoria disponível no site do Conselho através do link: http://ouvidoria.cofen.gov.br/coren-ac/formulario/padrao/
    Como também poderá enviar no e-mail dos nossos fiscais e do departamento de fiscalização:
    -Departamento de Fiscalização: defiscorenac@gmail.com
  3. Todos os profissionais de enfermagem devem utilizar os equipamentos de proteção individual durante o exercício profissional, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde, a saber, máscara cirúrgica, máscara N95 e/ou PFF2, avental impermeável, gorro, luvas de procedimento, protetor fácil e óculos de proteção.
  4. Para contenção da disseminação da doença e condições de segurança aos profissionais de enfermagem, segure-se: a adoção da redução do horário de visita; monitoramento e estimulação da lavagem das mãos com água e sabão liquido ou aplicação de álcool a 70% entre cada cuidado e/ou procedimento, independente do uso de equipamentos de proteção individual; distanciamento mínimo de 1 metro entre os leitos e restringir o número de visitantes e trabalhadores nesse setor.
  5. Ter normas e rotinas dos procedimentos adotados na prestação de serviços de
    atenção a pacientes suspeitos de infecção pelo COVID-19.
  1. Providenciar a descrição do fluxo de atendimento da assistência aos pacientes suspeitos e/ou confirmados com vistas às precauções de contato, gotículas e aerossóis.
  2. Estabelecer critérios de triagem para identificação e atendimento dos pacientes suspeitos; disponibilizar máscara cirúrgica para pacientes e acompanhantes sintomáticos; orientar quanto a higienização das mãos; separar, quando possível, a área de atendimento dos casos suspeitos, espaçando as cadeiras da sala de espera manter ambientes ventilados.
  3. Atentar para não circular pelo serviço de saúde utilizando os EPI, pois devem ser imediatamente retirados após o término da assistência prestada no quarto ou enfermaria ou área de isolamento.
  4. Contingenciar a jornada dos profissionais de enfermagem, com atuação direta em casos suspeitos e/ou confirmados a fim de reduzir a exposição do profissional à possível contaminação. E, garantir os intervalos (pausas para almoço/lanche/jantar/descanso) para o atendimento das necessidades humanas básicas dos profissionais de enfermagem.
  5. Considerando o potencial de virulência e disseminação da doença, recomendamos a manutenção de pelo menos 01 enfermeiro para cada 10 casos suspeitos e/ou confirmados; e 01 técnico de enfermagem para cada 05 casos suspeitos e/ou
    confirmados, de acordo com o grau de complexidade dos pacientes, segundo a Resolução Cofen 543/2017 e os artigos 11 e 15 da Lei n º 7.498/1986.
  6. Estabelecer que os profissionais de saúde que atuarem na assistência direta aos casos suspeitos e/ou confirmados sejam exclusivos a fim de evitar a circulação destes em outros setores.
  7. Os profissionais de enfermagem na rede pública e privada somente devem atender a casos suspeitos portando equipamento de proteção individual, minimamente com máscara cirúrgica, luva de procedimento, óculos de proteção ou protetor facial,
    gorro e, caso necessário, avental impermeável. As instituições deverão prover,
    fornecer e monitorar a utilização dos EPIs, conforme norma institucional.
  1. Para o cuidado de enfermagem indireto, torna-se necessário a utilização de máscara cirúrgica. Para procedimentos em que o profissional fique em contato direto e/ou com secreções do paciente, torna-se obrigatório a utilização da máscara N95 e/ou
    PFF2, avental impermeável, gorro e óculos de proteção ou protetor facial. Em unidades de cuidados de urgência e emergência, intensivos e semi-intensivo é obrigatório o uso das máscaras N95 e/ou PFF2.
  2. Orientar quanto à obrigatoriedade de manter o exercício profissional seguro e livre de danos, permitindo a utilização dos EPIs pelos profissionais de enfermagem, de acordo com o art. 2º da Resolução Cofen 564/2017.
  3. Ressalta-se que a negativa da prestação da assistência, sem motivo justo e real, devidamente comprovado à chefia imediata, poderá caracterizar em infração ética de acordo com a resolução Cofen 564/2017.
  4. O responsável técnico deverá responder o questionário denominado LEVANTAMENTO SITUACIONAL DE RISCOS RELACIONADOS AO COVID-19 e encaminhar no e-mail: defiscorenac@gmail.com.
    Sendo o que temos para o momento, renovamos os nossos votos de estima e consideração, permanecemos à inteira disposição para prestar quaisquer esclarecimentos e informações.
    Atenciosamente,
    Márcio Raleigue Abreu Lima Verde
    COREN-AC 85068
    Presidente

Enfermeiros da Atenção Básica vamos aderir a Pesquisa Nacional sobre as Práticas de Enfermagem no contexto da Atenção Primária à Saúde.

Com o objetivo de compreender as práticas de Enfermagem contextualizando cenários de atuação e perfis de enfermeiros e enfermeiras do Brasil, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e a Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass); o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems); Associação Brasileira de Enfermagem de Família e Comunidade (Abefaco); e, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS); realizam a pesquisa nacional “Práticas de Enfermagem no contexto da Atenção Primária à Saúde” (APS).

Somente enfermeiros(as) da APS e/ou Estratégia Saúde da Família (ESF) estão convidados a participar.
O acesso ao questionário pode ser feito diretamente por meio deste link: https://questionarios.unb.br/index.php/318638?lang=pt-BR ou, nos sites do Cofen (cofen.gov.br); Ecos/UnB (ecos.unb.br); Conasems (conasems.org.br); Conass (conass.org.br) e Abefaco (abefaco.org.br).

Oficina tira dúvidas de Enfermeiros sobre Mestrado Profissional Cofen/Capes

Teve início na manhã desta terça-feira (10), na sede do Coren-AC, em Rio Branco, a Oficina de Elaboração de Projetos de Pesquisa para Enfermeiros, realizada pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) em parceria com o Coren. O encontro teve objetivo de esclarecer como será o processo seletivo no mestrado profissional em Enfermagem, área de concentração em Sistematização da Assistência de Enfermagem e Gestão em Enfermagem, financiado pelo Cofen por meio de convênio com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC).

Das 180 vagas do edital dois, 60 serão para regiões prioritárias, consideradas vagas “fora de sede” em estados que não existe mestrado em Enfermagem, e 120 serão ofertadas em programas que já oferecem vagas sede. Descentralizar a oferta de cursos é um dos objetivos do edital 2, lançado neste ano.
Este presente o presidente do Coren/Ac Dr. Márcio Raleigue Lima Verde, o conselheiro Federal Dr. Adailton Cruz  e o presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Acre Dr. Jebson Souza nos quais deram as boas vindas aos palestrantes e deram palavras de apoio e incentivo aos profissionais que irão concorrer ao certame.
O maior programa de apoio ao mestrado profissional do Brasil é uma parceria do Cofen e Capes que visa a formação de 500 profissionais em cinco anos. 140 profissionais já passaram pelo programa. Os mestrandos do edital 1 já estão implementando e publicando resultados de seus trabalhos, com impacto em sua atuação profissional.

Voltado para enfermeiros com vínculo empregatício na rede de Saúde municipal, estadual e federal, e nas instituições privadas e filantrópicas que prestem serviços ao SUS, o programa tem foco na Sistematização da Assistência, na Implementação do Processo de Enfermagem, além da gestão em enfermagem, nova área contemplada no edital 2.

Atenção Enfermeiros!

Se preparem para o segundo edital do Mestrado Profissional em Enfermagem!

Por meio de parceria com a Capes, o Cofen financia a criação e expansão de programas de mestrados profissionais, com foco na Sistematização da Assistência e na Implementação do Processo de Enfermagem. O programa vai formar 500 profissionais ao longo de quatro anos, por meio de financiamento a programas de mestrado nas universidades selecionadas pela Capes.

O projeto tem foco na Sistematização da Assistência e na Implementação do Processo de Enfermagem. É voltado para enfermeiros com vínculo empregatício em estabelecimentos assistenciais de saúde da rede pública municipal, estadual e federal, e também nas instituições privadas e filantrópicas que prestem serviços ao SUS.

A Oficina ocorrerá na sede no Coren/Ac nos dias 10 e 11 de março e sua presença precisa ser confirmada pelo e-mail: coren-ac@hotmail.com

Feliz dia Internacional da Mulher

Neste dia 08 de março, o COREN AC que tem entre seus inscritos a grande maioria de mulheres vem parabenizar e oferecer esta honraria as enfermeiras empoderadas e guerreiras do nosso sistema.
Somos mulheres que cuidam de mulheres.
Somos enfermagem e merecemos respeito.

Pela valorização e empoderamento da enfermagem feminina.